Contrações e dor abdominal: motivos para contatar seu obstetra
Em uma gestação normal, durante as 30 primeiras semanas as contrações praticamente inexistem.
As contrações presentes normalmente antes de 30 semanas de gestação não alteram a integridade do colo uterino (ou seja, não causam o encurtamento ou a dilatação do mesmo).
Essas contrações se caracterizam por serem imprevisíveis, de curta duração e baixa intensidade, não levando ao nascimento do bebê. Quando geram desconforto, esse é confinado ao abdome inferior e virilha.
Nas últimas 6 a 8 semanas de gestação, quando o útero começa a se preparar para o trabalho de parto, as contrações se tornam mais freqüentes, podendo ocorrer a cada 10 a 20 minutos. Essas contrações recebem o nome de contrações de Braxton-Hicks.
A sensação que as contrações causam nas gestantes é variável, sendo a dor dependente do limiar de cada paciente. A maioria das pacientes referem a contração como uma dor tipo cólica (semelhante à cólica menstrual ou à cólica relacionada à diarréia) associada ao "endurecimento" da barriga.
Durante o trabalho de parto, seja ele antes de 37 semanas de gestação (trabalho de parto prematuro) ou após 37 semanas de gestação (trabalho de parto a termo, quando o bebê já está pronto para seu nascimento), a intensidade das contrações aumenta progressivamente e as mesmas se tornam rítmicas, levando à modificação (encurtamento ou dilatação) do colo uterino.
Enquanto as contrações estiverem irregulares não há trabalho de parto e, portanto não há dilatação do colo uterino e nascimento do bebê.
Assim, na presença de contrações (cólica abdominal) com intervalo de tempo regular é importante entrar em contato com o Obstetra para que o mesmo possa avaliar a presença ou não do trabalho de parto.
Não se pode esquecer que a gestante pode apresentar todas as patologias que mulheres não grávidas apresentam. Ou seja, infecção urinária, diarréia, apendicite, e outras causam de dor abdominal, podem acometer as gestantes, não podendo nunca ser esquecidos.
Para que o Obstetra possa ajudar a gestante é importante informar corretamente todos os sinais e sintomas apresentados (qual a freqüência da dor, o que piora ou melhora a mesma, se há outros sintomas associados, etc.) de forma que o diagnóstico correto possa ser feito.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
SEXO DURANTE A GESTAÇÃO:
ATUALIZADA EM 13 DE OUTUBRO DE 2002:
Você sabia que os seres humanos fazem parte de um grupo muito especial de mamíferos porque, entre outras coisas, são os únicos que mantém relações sexuais durante a gestação? Segundo os especialistas, esse comportamento faz toda a diferença, pois transforma o sexo não só num meio de reprodução e fonte de prazer, mas também em um ato de amor. Porém, com um bebê entre os dois, muitos homens e mulheres se vêem cercados de dúvidas durante o período de gestação e no pós-parto.
1. Transar faz mal ao bebê? Pode machucá-lo?
Não só não faz mal, como não existe a possibilidade de machucá-lo. O bebê está bem protegido dentro do útero e o pênis, com a penetração, não consegue atingi-lo. Se tudo corre bem, não há motivo nenhum para que o sexo seja evitado. Ao contrário. Ele deve até ser incentivado, pois é através do ato sexual que o casal pode exprimir afeto e cumplicidade.
2. Existe alguma posição mais adequada para se ter relações sexuais durante a gestação?
Até o 4º ou 5º mês podem ser as mesmas posições com as quais o casal está acostumado. De qualquer forma, é interessante que a penetração não seja profunda para que o pênis não encoste no colo do útero. Porém, com o crescimento da barriga, as posições de lado ou por trás podem ser mais confortáveis do que a tradicional papai-e-mamãe. Além disso, elas também não permitem uma profundidade excessiva do pênis.
3. Pode se ter relações até o fim da gravidez? Não tem problema de acelerar a hora do parto?
Pode sim, sem problemas, até mais ou menos, duas semanas da data prevista. A partir daí, começa a haver a dilatação do colo do útero e uma relação poderia acelerar o processo. Isso porque o sêmen contém substâncias conhecidas como prostaglandinas que podem provocar contrações uterinas.
4. É comum diminuir o desejo durante a gestação?
Ao contrário. Em geral, a libido aumenta durante esse período e a mulher tem mais vontade de transar. Há um aumento da sensibilidade e a vagina fica mais úmida. Se o desejo diminuir ou até mesmo desaparecer, pode ser que a mulher esteja revelando algumas dificuldades em lidar com sua própria sexualidade. Mas essas dificuldades não "nasceram" com a gravidez. "Muito do comportamento feminino em relação ao sexo na gestação também depende de como essa mulher lida com o papel de mãe.", diz a dra. Clarice Skalkowicz. Algumas pensam mais ou menos assim: "Mãe que é mãe não transa porque é uma santa e, portanto, não pode se interessar por sexo".
5. Por que muitos homens deixam de desejar a mulher quando ela fica grávida?
Isso pode acontecer, mas a falta de desejo, em geral, não está ligada à gravidez propriamente dita. Muitas vezes, o homem evita manter relações sexuais, não porque rejeite sua parceira, mas até por medo de ferir o bebê, assim como muitas mulheres. Por incrível que pareça, esse é o motivo mais comum. Nada melhor do que uma boa dose de informação para acabar com a abstinência. O comportamento masculino também depende muito de como a própria mulher lida com essas questões. Se ela demonstra que não liga para o sexo ou não cuida do próprio corpo, ele também pode se desinteressar. Entretanto, esse caso é mais raro. PRIMEIRO TRIMESTRE
ATUALIZADA EM 13 DE OUTUBRO DE 2002:
Você sabia que os seres humanos fazem parte de um grupo muito especial de mamíferos porque, entre outras coisas, são os únicos que mantém relações sexuais durante a gestação? Segundo os especialistas, esse comportamento faz toda a diferença, pois transforma o sexo não só num meio de reprodução e fonte de prazer, mas também em um ato de amor. Porém, com um bebê entre os dois, muitos homens e mulheres se vêem cercados de dúvidas durante o período de gestação e no pós-parto.
1. Transar faz mal ao bebê? Pode machucá-lo?
Não só não faz mal, como não existe a possibilidade de machucá-lo. O bebê está bem protegido dentro do útero e o pênis, com a penetração, não consegue atingi-lo. Se tudo corre bem, não há motivo nenhum para que o sexo seja evitado. Ao contrário. Ele deve até ser incentivado, pois é através do ato sexual que o casal pode exprimir afeto e cumplicidade.
2. Existe alguma posição mais adequada para se ter relações sexuais durante a gestação?
Até o 4º ou 5º mês podem ser as mesmas posições com as quais o casal está acostumado. De qualquer forma, é interessante que a penetração não seja profunda para que o pênis não encoste no colo do útero. Porém, com o crescimento da barriga, as posições de lado ou por trás podem ser mais confortáveis do que a tradicional papai-e-mamãe. Além disso, elas também não permitem uma profundidade excessiva do pênis.
3. Pode se ter relações até o fim da gravidez? Não tem problema de acelerar a hora do parto?
Pode sim, sem problemas, até mais ou menos, duas semanas da data prevista. A partir daí, começa a haver a dilatação do colo do útero e uma relação poderia acelerar o processo. Isso porque o sêmen contém substâncias conhecidas como prostaglandinas que podem provocar contrações uterinas.
4. É comum diminuir o desejo durante a gestação?
Ao contrário. Em geral, a libido aumenta durante esse período e a mulher tem mais vontade de transar. Há um aumento da sensibilidade e a vagina fica mais úmida. Se o desejo diminuir ou até mesmo desaparecer, pode ser que a mulher esteja revelando algumas dificuldades em lidar com sua própria sexualidade. Mas essas dificuldades não "nasceram" com a gravidez. "Muito do comportamento feminino em relação ao sexo na gestação também depende de como essa mulher lida com o papel de mãe.", diz a dra. Clarice Skalkowicz. Algumas pensam mais ou menos assim: "Mãe que é mãe não transa porque é uma santa e, portanto, não pode se interessar por sexo".
5. Por que muitos homens deixam de desejar a mulher quando ela fica grávida?
Isso pode acontecer, mas a falta de desejo, em geral, não está ligada à gravidez propriamente dita. Muitas vezes, o homem evita manter relações sexuais, não porque rejeite sua parceira, mas até por medo de ferir o bebê, assim como muitas mulheres. Por incrível que pareça, esse é o motivo mais comum. Nada melhor do que uma boa dose de informação para acabar com a abstinência. O comportamento masculino também depende muito de como a própria mulher lida com essas questões. Se ela demonstra que não liga para o sexo ou não cuida do próprio corpo, ele também pode se desinteressar. Entretanto, esse caso é mais raro. PRIMEIRO TRIMESTRE
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